Sexta-feira, 31 de Dezembro de 2010

Os modelitos de fim de ano

Muito se escreve pela blogoesfera, e não só, sobre a passagem de ano. Ora dizem mal, ora dizem bem, e apesar de eu ter a minha opinião muito pessoal sobre o assunto (espantava era se não tivesse), gostaria antes de destacar uma coisa que está intimamente ligada a esta efeméride.

Chegadas ao final do ano, muita mulher encara esta data como a última oportunidade de soltar a franga. Já que andaram encalhadas o ano todo, muita menina vê na festa de final de ano uma derradeira hipótese de sacar um tipo qualquer e acabar/começar o ano em beleza. Ora isto torna-se mais fácil em grande parte devido ao elevado grau de alcoolemia que se apodera dos entes masculinos, que, no meio da névoa que os encobre, não conseguem discernir uma tipa gira de um escânforo da pior espécie. Por isso, marcha tudo.

Mas vamos ao cerne da questão: os modelitos e os penteados de fim de ano. Basta sair à rua no dia 31 de Dezembro a partir do fim da tarde para começar a vislumbrar certas vestimentas femininas que hão-de ter sido o ex-libris da colecção C&A da Macedónia em 1986. Demasiado mau para ser verdade. E basta ir a uma H&M, a uma Zara ou até a uma Mango para ver lá expostos os tão badalados modelitos para o reveillon. E, claro está, uma data de tipas à volta daquilo tipo enxame de abelhas.
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A coisa piora quando estes outfits são acoplados a um penteado de meter medo ao susto. Em vez que manterem as coisas simples, parece que quanto mais sopeiro for o penteado, melhor é. Depois admiram-se de parecerem o cruzamento de um babuíno com uma girafa.

Isto tudo para vos desejar um bom 2011. Enganem-se se pensam que o novo ano só traz coisas boas, porque para o ano vai estar tudo a dizer que 2011 não valeu nada. Mas bom ano à mesma. E acima de tudo, portem-se mal. Mas com classe.

Quinta-feira, 30 de Dezembro de 2010

Do Concurso do Facebook - by Maria Eduarda

O facebook surgiu para ser a revista Maria - ou a Ana, pronto, não tenho preferências – em versão cibernética e em vez de escarrapachar a vida privada de famosos, fá-lo deles e de nós.

Tudo é denunciado ali, tudo. E o mais incrível é que nós não só fomentamos essa febre de tricas e mexericos como perdemos o controlo sobre a informação ali posta. Basta que o amigo ponha uma fotografia nossa e que diga mais do que o que deve que todos os que têm permissão para a ver vão saber que se saiu à noite no dia 7 e que se bebeu demais, ou que na noite de 9 para 10 se foi para casa com o colega lá da faculdade que mal se conhece, ou que se faltou à aula X para se ir às compras... É uma fofoquice a que nós, aparentemente, achamos graça.

Eu, que tenho cuidado com o que ponho naquele denunciadorzinho de meia tigela, vejo-me sem controlo algum naquilo que os meus amigos acham divertido publicar – sejam fotos em que mais me assemelho a um rinoceronte ou revelações menos próprias para gritar a duzentas ou trezentas pessoas. Aquelas coisas que antes demoravam semanas a serem descobertas através do diz-que-disse agora demoram segundos via facebook.

Já nem os parabéns se dão à boa moda antiga! Nem isso. Agora é uma mensagem no mural do aniversariante que nem tem o prazer de ver, naquele dia, o seu telemóvel apinhado de mensagens que davam uma trabalheira a responder mas que não sabia mal de todo.

E, para mim, a maior calamidade causada pelas redes sociais é ver a alteração de estratégia que há nos engates. Já não há aquele bailinho do homem para descobrir o número de telefone ou para meter conversa com a mulher. Não há. Ele aguarda pacientemente chegar a casa e procurar o nome no facebook através de amigos de amigos de amigas e tem esperança de encontrar o que quer, ver a naturalidade da pessoa em questão, se é comprometida, a idade... Enfim, uma data de informações que antes se arranjavam através do parlapier e que funcionava tão bem.

Se não temos mão nisto, não sei bem onde é que isto vai acabar. É que com tanta ligação que se faz àquele espaço cibernético, só falta mesmo ligar um qualquer dispositivo ao corpo para que este, por si, actualize o estado do Facebook. Algo do género: “A Ana está com comichão na perna esquerda”, “O Zé está com vontade de fazer xixi”, “O Pedro está a sofrer um desgosto amoroso”, "O Zé está a ouvir um raspanete da mãe porque teve preguiça de se levantar da cama para fazer xixi e deu aso à satisfação das suas necessidades fisiológicas ali mesmo no sítio onde dorme"...

Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010

A manutenção da real cardina

Aproveitando a sugestão da Carolina Tavares, venho discorrer sobre o processo de manutenção de uma bebedeira.

Em primeiro lugar, quero destacar que se trata de uma verdadeira arte. Não se encontra ao alcance de todos e são necessários muitos anos de prática efectiva para aprimorar esta técnica.
Quando é que é necessário efectuar este tipo de manutenção? Em várias situações, decerto, mas principalmente naquelas ocasiões em que o pessoal vai sair para uma discoteca, após um jantar bem regado. É certo e sabido que adquirir bebidas num destes estabelecimentos nocturnos sai bastante caro, pelo que é inteligente e constitui uma jogada de mestre um tipo enfrascar-se à grande durante o jantar, e logo de seguida ir para a party.

Chegados à festa, caso a máquina não seja oleada, os efeitos do álcool dissipam-se a pouco e pouco e um gajo a páginas tantas perde a pedalada toda que tinha. Na hipótese oposta, caso a máquina seja oleada demais (que é o que mais acontece quando se está a aperfeiçoar esta arte, been there done that), muito provavelmente acabamos por nos lembrar da noite em flashbacks, o que não é bom, especialmente se houver registos fotográficos. Por isso, é importantíssimo manter o mesmo nível de alegria alcoolizada (não a cair de bêbedos, mas com uma narsa suficiente para sermos parvos de forma inofensiva). E como se faz isto? Em primeiro lugar, há que aproveitar as senhas de bebida, que normalmente são duas. Logo, deve beber-se uma de meia em meia hora. Claro que isto não chega, e é preciso abrir os cordões à bolsa. Por isso restrinjam-se à imperial e bebam uma de 45 em 45 minutos até a noite acabar. Se virem que estão a passar para o lado de lá, afrouxem o ritmo, ou parem.

É que ficar com uma daquelas valentes só tem piada de quando em quando e a ressaca no dia a seguir não tem piada nenhuma. Aceitem os conselhos deste vosso amigo consciencioso (aposto que há muita gente que me conhece e está a ler isto e está-se a rir, mas pronto...eu até tenho algum juízo, acreditem ou não!).

Sexta-feira, 24 de Dezembro de 2010

Feliz Natal...para ti meu amor :)

Que este seja o primeiro Natal de muitos mais, felizes e apaixonados como sempre. E para o ano, já teremos mais uma razão para festejar.

Amo-te. Todos os dias mais.

Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010

Das acompanhantes de Luxo (Porque este é um blog que preserva o Natal)

E porque este pasquim é useiro e vezeiro em falar de coisas non-sense e "fora de época", hoje vou falar de...putas, mas finas atenção!

Há uma, duas décadas atrás uma senhora que cobrasse dinheiro, fosse ele muito ou pouco, para oferecer fretes sexuais a homens designava-se vulgarmente por...PUTA!...

Contudo, chegados ao século XXI e para sermos duma sociedade vanguardista toca a chamar as senhoras que cobram 15 euros para bater uma punheta ou um broxe (há que chamar os bois pelos nomes) a um gajo em Monsanto, de puta e às madames que cobram 500 € (porra...) à hora de...acompanhantes de luxo...

Ora, uma acompanhante de luxo, mais não é que uma puta fina, que por fretes sexuais e viagens por todo o mundo (mas isto é um sacríficio???) com executivos montados no dinheiro cobram os olhos da cara (para não falar os do cú, tamanha a enrabadela)...

Sinceramente e fora de brincadeiras esta é talvez a "nova profissão" do século XXI que mais me enoja e revolta, porque acho verdadeiramente inadmissível que pessoas que trabalham dias a fio recebam míseros 1000 € a € 1500 e considerem-nos um bom salário, enquanto que, num mundo literalmente paralelo, existem "acompanhantes de luxo", que por conta de favores sexuais (é disto que se trata PONTO FINAL) têm acesso a coisas que um mundano cidadão nem sonha!

Veja-se um exemplo: Enquanto que uma mulher séria e trabalhadora passa por uma loja (passe a publicidade) como a Tous e fica-se pelo mero olhar de resignação de não ter dinheiro para comprar um artigo qualquer, uma "acompanhante de luxo" faz desses estabelecimentos comerciais o seu dia-a-dia, mas, ATENÇÃO os argumentos das mesmas para entrarem para esta vida são deveras enternecedores e nobres: "Entrei para esta vida porque fiquei sem nada e tive que ir à luta"...PERDÃO??? Não percebi?? Se fosse esse o pensamento de todas as pessoas que se confrontam com problemas financeiros, então Portugal teria mais putas por metro quadrado que o Estádio da Luz em dia de jogo grande!!

Enfim, foi um mero desabafo...

P.S. Peço desculpa pelo excesso linguístico... E UM ÓPTIMO NATAL A TODOS

Patologias XI (e já agora um BOM NATAL!)

Eu e as prendas de Natal temos uma relação muito especial. Particularmente com os embrulhos.

Sou daquele tipo de gajo que não tem paciência para aguardar nas filas para que as meninas das lojas embrulhem os presentes. No entanto, se calha ser eu a fazer o embrulho em casa, muito provavelmente assiste-se a um espectáculo deprimente. Recordando as aulas de História, sempre ouvi dizer que, no âmbito da evolução humana, um dos maiores "saltos" deu-se com a passagem do Homo Erectus para o Homo Habilis: isto é, o ser humano (naquela altura ainda meio macacóide) deixou de conseguir apenas andar de pé, para passar a ter uma destreza manual mais apurada. Muito sinceramente parece-me que o meu estádio de evolução ficou pelo "erectus" (eu e a maior parte da raça masculina), deixando o "habilis" completamente de lado.

Eu simplesmente não consigo fazer um embrulho minimamente aceitável. Ou fica com papel a menos ou com papel a mais, todo amassado, como se tivesse passado pelo Cabo da Boa Esperança em dia de tempestade. Acho que um símio do Jardim Zoológico de Lisboa fazia um trabalho melhor que o meu. É que não tenho dúvidas.

E dado que estamos no Natal, eu e o Jns aproveitamos para desejar a todos os que perdem o seu tempo a ler as nossas baboseiras, um ÓPTIMO NATAL, passado na companhia de quem mais gostam, e com votos que engordem uns quilinhos a mais, para não ficarmos sozinhos nesta demanda. Um grande abraço dos vossos humildes escribas.

Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010

Pura economia, ou o facto de não compensar andar a pagar jantares em restaurantes caros para impressionar mulheres

É sobejamente conhecido todo o esforço que, por vezes, os homens fazem só para levar uma mulher para a cama. Refiro-me aos casos em que o homem pretende apenas e só sexo.

Um velho conhecido, herói de muitas lutas e desafios, plenamente vivido, com estaleca de meter inveja a muitos pseudo Don Juan que por aí proliferam, tem uma das teorias mais curiosas, engraçadas, e ao mesmo tempo verdadeiras (se analisarmos o caso a frio).

Apregoa ele que só vale a pena andar a investir numa mulher se gostarmos mesmo dela e quisermos ter uma relação séria (ou mais ou menos séria, vá). Leia-se "investir" como o o acto de oferecer presentinhos, pagar jantares, basicamente tudo o que envolva despesa monetária, cuja ultima ratio é uma mulher. É que se um homem apenas lhe quiser saltar para cima e depois nunca mais lhe dizer nada (quer queiramos quer não, é prática corrente), mais vale ir às putas. Dixit.

Justifica ele esta posição com o fundamento de que se é para gastar dinheiro para ter sexo (que na verdade é isso mesmo que está a acontecer, mesmo que de forma indirecta), um homem só tem a ganhar em adoptar esta filosofia. Desde logo, poupa tempo, paciência, agilidade mental para dar a volta à tipa (às que precisam que seja dada a volta...), e, no fundo, dinheiro. Porque uma profissional do sexo acaba por ficar mais em conta. E, claro está, os resultados práticos são imediatos.

Pessoalmente, não partilho desta filosofia de vida, porque para além de ir contra os meus princípios pagar a uma tipa para ter sexo, nunca me interessei por uma rapariga com esse fim. No entanto, não posso deixar de dar razão à pessoa em questão, dado que, pesando os factos em apreço, ele está coberto de razão. Para além do mais, muitas dessas meninas que vão para a cama com um gajo porque este andou a apaparicá-la, são tão ou mais que as verdadeiras.

É uma mera questão de economia política. Quase um óptimo de Pareto. E em tempos de crise, há que ter isto em conta.

Terça-feira, 21 de Dezembro de 2010

Das Marchas (parte 2)

No ano seguinte, a coisa foi bem diferente. Dado que na altura éramos (?) putos estúpidos sem maturidade nenhuma (agora já temos um bocadinho, mas pouca), eu, o Jns e o Gonçalo (que sei que também lê este pasqum) enfrascámo-nos antes de sair de casa, para chegar aos Santos já em estado ébrio.

Meu dito meu feito. Lá chegados, foi só velar pela manutenção da valente cardina, com imperiais e coisas do género. Fazer a manutenção de uma bebedeira é uma arte que não está ao alcance de todos e que exige anos de prática, uma vez que tal manutenção não implica aumentar o nível de álcoolemia, mas sim de mantê-lo: é como andar na corda bamba. Como é óbvio, não fizemos manutenção nenhuma, antes aumentámos o nível de álcool no sangue de forma vertiginosa. O que levou às ocorrências que vou passar a descrever.

Como sabem, ou não, as marchas populares fazem-se ao longo da Avenida da Liberdade, que se encontra interdita ao público em geral. Devido ao aumento de líquido na bexiga, decidimos usufruir daquele fantástico WC público que é o rio Tejo. Para tal, temos que descer a Avenida da Liberdade, passar pelo Rossio, pela Rua Augusta, Praça do Comércio, e voilá. E fizemos exactamente isso. Reforço o exactamente, porque pusemo-nos à frente de uma marcha, que estava a ser transmitida pela TV, estando o Gonçalo no meio com um saquinho de tremoços, e eu e o Jns, um de cada lado, a beber a cervejinha e a tirar tremoços. Tudo isto à medida que a marcha descia a rua, o que significa que aparecemos na TV em directo, a descer a rua como se não fosse nada connosco. Os três tansos bêbedos, portanto.

Fizemos o que tínhamos a fazer no rio, e quando voltámos, eu trazia comigo o pára-choques de um carro, que ainda hoje não sei como foi parar às minhas mãos, e que durante muito tempo foi um adorno da casa do Jns.

Eis a magia dos Santos.

Das Marchas (parte 1)

É um pouco esquizofrénico estar a falar de marchas populares durante a quadra natalícia, mas como se trata da minha pessoa, dá-se um desconto.

A época dos Santos Populares, em Lisboa, é sinónimo de sardinha assada, vinho tinto a martelo e carrascão, bifanas, manjericos e...marchas. Eis uma coisa à qual eu nunca achei piada nenhuma. Bem sei que é tradição lisboeta, já secular, mas não me apraz especialmente ver uma data de gente vestida com trajes ridículos, às voltinhas com manjericos na cabeça, ao som de tambores e de músicas que me parecem todas iguais. E ainda para mais, os padrinhos de cada bairro são sempre o João Baião ou a Cinha Jardim, ou sucedâneos deles, o que não melhora a coisa. No fundo, todos os anos é o mesmo, e no fim ganha sempre Alfama.

Mas quem vai aos Santos não precisa necessariamente de ir ver as marchas, que têm lugar na Avenida da Liberdade. Aliás, eu quando penso em ir aos Santos, a primeira coisa que me vem à cabeça é Alfama, Mouraria, que nada têm a ver com o local das marchas populares.

No entanto, aqui há uns anos, dado que não tinha encontrado mais companhia para ir aos Santos, fui com uns colegas de Faculdade, que me tinham perguntado se eu lá queria ir. Já estava eu a pensar apanhar uma real narsa de vinho ordinário e andar para lá perdido a vaguear nas ruelas de Alfama, embebido em molho de bifanas e sardinhas, quando eles, muito entusiasmados, me dizem: "Conseguimos lugar nas bancadas para ver as marchas!!!". Nesse momento, vi a vida a andar para trás. Juro que nunca apanhei uma seca tão grande, em muitos anos de Santos Populares. Vi as marchas todas, do início ao fim, até bati palmas e tudo. Depois, na loucura, ainda fui beber um copinho de cerveja, sob o olhar atónito e censurável dos meus colegas, que como já passava da meia noite, tratava-se de uma boa hora para se estar na caminha a dormir porque andávamos em época de exames (que diga-se, nunca foi obstáculo para nada).
Foi uma das secas mais abomináveis da minha vida.

Mas esta foi a parte um, porque a parte dois, no ano a seguir, foi uma reviravolta de 180 graus.

Sábado, 18 de Dezembro de 2010

Vote PPM!



Qual Sócrates, qual Passos Coelho, qual quê! Se este gajo alguma vez se candidatar a Primeiro Ministro ou à Presidência da República, tem garantidamente o meu voto.

Frederico Duarte de Carvalho, estarei sempre contigo!

UM MINUTO!

Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2010

As piores prendas de Natal de sempre

Este é um daqueles assuntos mais velhos que a Sé de Braga, e que todos os anos é abordado por 75% da blogoesfera nacional. Mas como eu não gosto de fugir à tradição, cá estou eu a debitar as patacoadas do costume.

Como sabem, o Natal é tempo de harmonia, paz, amor, e todas essas tretas do género, mas o que acaba por interessar são mesmo as prendas, quer queiramos quer não. No meu caso, pelo menos, dado que passo o Natal com a mesma família com quem passo o resto do ano. Pormenores.

Mas confesso que, por vezes, tenho medo de receber prendas de certas pessoas. Eu sei que a intenção é a melhor, mas há muita gente que abusa da falta de gosto. Eu sou apologista do seguinte mantra: "Se não souberes o que oferecer a alguém, dá-lhe chocolates ou dinheiro". Mesmo que a outra pessoa não goste de chocolates, haverá alguém que gosta. Com o dinheiro então ainda mais simples é. Em último caso, mais vale ficar quieto e não oferecer nada. A sério. É que oferecer por oferecer, mais vale uma pessoa ficar sossegadinha no seu canto. É que depois dá em coisas como: porta chaves que em 1960 já era antiquado; camisa tamanho XXL num padrão toalha de mesa de bradar aos céus; álbum dos Hanson (tenho-o para lá jogado, nunca o ouvi); uns boxers horríveis, que nem para pano do pó têm utilidade. Entre muitas outras coisas.

Por isso, quando eu vejo alguma dessas pessoas a dirigir-se a mim, com uma prenda nas mãos, tenho muito receio. É uma sensação de desconforto tal, que começo desde logo a preparar o sorriso amarelo e os agradecimentos às três pancadas, acompanhado do célebre "gostei muito" (quando se gosta muito não se diz, mostra-se).

E vocês, quais as piores prendas de Natal de sempre que já tiveram?

Coisas que me irritam XXXIX

Ando muito irritadiço, eu. Estamos na época do Natal e tal, mas eu estou com um espírito natalício semelhante a uma falésia.

E se há coisa que me deixa verdadeiramente irritado, são os Smarts, aqueles carrinhos que mais parecem cascas de noz. Mas não é a imagem do carro em si - que já é má por si só - é algo que resulta da sua pequenez exasperante.

Quando um tipo anda de carro em Lisboa, no meio do trânsito e das filas intermináveis, já fica com os nervos em franja. A coisa piora quando andamos à procura de estacionamento e, como é óbvio, não encontramos nada, o que nos obriga a deixar o carro a 2 km do local onde pretendemos ir.

E decerto que já aconteceu a toda a gente andar à procura de um espacinho, de repente parece que vê um, já fez o pisca e tudo, até já começou a rodar o volante e....PORRA É UM SMART! É irritante a dar com um pau. Aquela merdinha de carro enfia-se em todo o lado e estragam lugares assim como quem não quer a coisa.

Quem os queimasse a todos...

Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2010

The lady nazi

Sou o primeiro defensor e apologista de que os homens devem ser minimamente cavalheiros. Só fica bem. Da mesma forma, e no pólo oposto, existem certos comportamentos que numa mulher simplesmente não ficam bem. Não é machismo, nem nada desse género. São apenas factos. Qualquer tipa que faça o que vou passar a descrever deixa logo de ter qualquer sex appeal ou glamour, mesmo que seja a boazona lá do pedaço.

1. Arrotar alto - Se num homem já é sinal claro que bardajonice, então numa mulher nem há palavras que descrevam o quão hediondo é este acto. Imaginem uma mulher lindíssima, sensual e elegante, que de repente manda um bruto arroto assim do nada. Morreu. Qualquer tensão sexual que ali houvesse foi logo por água abaixo. Not good.

2. Beber cerveja pela garrafa - Ok, reconheço que esta é um bocado extremista. Chamem-me conservador, ou o que quiserem, mas...não fica bem. No copo não tem problema nenhum, mas agora uma tipa a pegar na garrafa, a beber aquilo de um trago e logo de seguida arrotar alto.... Corta!

3. Dizer palavrões a torto e a direito - Uma vez por outra não tem mal nenhum. Calha a todos, e até funciona como anti-stress. No entanto, uma gaja que acaba as frases sempre com "cara***" ou "fo**-se", ganha imediatamente um bilhete para dar uma volta ao bilhar grande.

É desta que ganho o rótulo do "machista da blogoesfera".

Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010

Patologias X

Que eu sou uma mente poluída e completamente corrompida por valores duvidosos já não é segredo nenhum. Porém, mesmo eu por vezes pasmo com a brejeirice que passa por aqui, mesmo que de forma automática e inconsciente.

A verdade é que sempre que oiço falar castelhano, lembro-me imediatamente dos filmes porno do antigo Canal 18 (com as famosas dobragens), e, consequentemente, das pérolas inerentes ao mesmo. E tenho mesmo que conter o riso. É um pouco imaturo, mas tenho desculpa, sou homem.

"Penélope, onde esta tu madre?"....

Terça-feira, 14 de Dezembro de 2010

Ego Boosters

Que as mulheres são um ser inseguro por natureza, já todos sabemos. Claro que umas são mais que outras, mas todas têm os seus métodos de ego boostering. Há que exponenciar a auto estima, aumentar o ego, e adivinhem lá quem são as principais vítimas? Pois claro que são os homens. Mas não são todos, pois existem uns que não caem no esquema. Esta sorte está destinada a uma estirpe selecta de desgraçadinhos, como vou passar a explicar.

Não é segredo nenhum que grande parte das mulheres têm uma pequena franja de admiradores. E não é preciso ser-se excepcionalmente gira ou boazona para ter essa pequena legião. Vamos ser sinceros: ser mulher, nesse prisma, é fácil. Há sempre um gajo, pelo menos, que é vidrado nela. E é nesses tipos que elas pegam para servirem de ego booster. E como? Através da célebre e velha técnica do "dar o pão à boca mas tirar no último segundo". Normalmente, este desgraçado é aquele a quem a tipa recorre para lhe aumentar o ego quando os verdadeiros homens por quem ela se interessa não lhe passaram cartão, o que a leva a ficar deprimida. Assim, sempre que isto acontece, lá vai ela dar trela ao pobre diabo, para repor os níveis de confiança. E o rapaz galvaniza-se, acha que tem hipótese, mas quando a corda estica demais, ela corta-lhe as asas. E isto repete-se vezes sem conta, muitas vezes com o mesmo tipo.

Reconheçam lá: vocês gostam de ter uns tipos destes debaixo da asa, não gostam? Afinal de contas, são apenas ego boosters.

Segunda-feira, 13 de Dezembro de 2010

Coisas que me irritam XXXVIII

O Tiago Bettencourt.

Anda ali ao mesmo nível do André Sardet, mais coisa, menos coisa. E peço desculpa pelo palavreado que vou utilizar, mas só há uma palavra que o descreve na perfeição: ele é o verdadeiro enconado. Eu bem gostava de não ser ordinário, mas não dá. É esta a palavra.

Desde aquela vozinha de quem pede desculpa por existir, passando por aquele ar de "fui abusado sexualmente na adolescência", acabando naquelas rimas de levar no pacote, tudo no tipo é intragável.

Já repararam que ele canta sempre no mesmo timbre e com o mesmo ritmo? Será que é assim em tudo?

P.S.: Sempre que oiço a "Carta" dos Toranja, há em mim o mesmo efeito que se dá quando oiço o Saúl Ricardo: apetece-me correr à chapada toda a gente que se encontra num raio de 5 metros.

Domingo, 12 de Dezembro de 2010

Tomar partido

Ainda pegando no assunto de há dois ou três posts atrás - término de uma relação - existe uma temática que assume a maior...estupidez. Estou a falar, claro está, das tomadas de partido por parte de familiares e amigos.

Uma relação é algo que existe entre duas pessoas (supostamente), e tudo o que se passa e o que não se passa entre as quatro paredes diz respeito única e exclusivamente ao casal. Claro que se pode ter uma opinião acerca do que levou ao fim de uma relação, mas daí até tomar partido por alguma das partes - passo a redundância - ainda vai um bom bocado. A menos que se seja muito amigo de um dos ex-namorados/cônjuges, não vejo porque razão se deva ficar do lado deste ou daquele.

Infelizmente, na prática as coisas passam-se de uma forma bem diferente do que na teoria. Mas lá está, isso é como em tudo. Compreende-se que, ao findar uma relação, haja partilha de muitas coisas (como se sabe, até está previsto na lei e tudo), mas de partilha de pessoas é que nunca ouvi falar.

(O melhor exemplo de como as coisas devem correr separando as águas, é o facto de o meu pai, que está divorciado da minha mãe, ir a casa dos ex-sogros e ficar na conversa até de madrugada. Pão pão, queijo queijo)

Sábado, 11 de Dezembro de 2010

Jukebox #9



Pontos Negros - Duro de Ouvido

Pasme-se! Também se faz boa música em Portugal. Excelente sonoridade, ritmo, e felizmente algo que foge ao estilo de Tiagos Bettencourts, Virgens Sutas e tretas do género. Música viciante.

Quinta-feira, 9 de Dezembro de 2010

As mulheres e as partilhas no fim de uma relação, ou a história fatídica do cromo n.º 2 do Euro 92

Uma das coisas menos boas dos fins das relações, são os bens materiais que perdemos por terem ficado do outro lado da barricada, e a comunicação entre os ex-namorados/ex-cônjuges já não ser a mais pacífica do mundo. Resultante desse fenómenos, já perdi algumas coisas, tais como uma data de livros de um dos meus autores preferidos, um cd do Bryan Adams (em minha defesa era um concerto ao vivo em 1988 na Bélgica, quando ele ainda era rockeiro) e uma bola oficial da Adidas do Euro 2000, que me custou na altura 18 contos. Eu sei que é estúpido dar esse dinheiro por uma bola, mas eu sou um tipo doente. Adiante.

No entanto, estas ocorrências acontecem desde a mais tenra idade, com as devidas proporções, claro está. E aconteceu com o Dexter de 7 anos. Corria o ano de 1992, data em que eu fiz pela primeira vez uma colecção de cromos, in casu, do Euro 92, que se disputava na Suécia. Quem fez esse tipo de colecções, sabe que os primeiros cromos eram referentes às mascotes do torneio. Neste caso em concreto, a mascote era um coelhinho com uma fita na cabeça, vestido com as cores da Suécia. Altamente paneleiro, portanto.

Ora, eu tinha uma "namorada", a Andreia, a quem ligava tanto como hoje em dia ligo às relações macroeconómicas entre o Chade e o Djibuti. É natural naquela idade. Tinha outras preocupações bem mais prementes, como jogar à bola nos intervalos. O que se passou foi que eu, num momento de fraqueza, ofereci-lhe um crominho da mascote que me tinha saído, o qual ela tinha achado muito giro. É capaz de ter sido o gesto mais romântico que tive com a miúda.

A páginas tantas, eu decidi "acabar" com a Andreia, que não ficou muito contente, e até iniciou uma campanha de descredibilização em relação à minha pessoa (já nessa idade as mulheres são lixadas), mas isso são contas para outro rosário. Ironia do destino, adivinhem lá qual era o cromo que me faltava, uns tempos mais tarde, para acabar a colecção? Exacto, a mascotezinha, o cromo n.º 2. Ainda hoje me lembro, tal foi o trauma. Eu bem que o pedi de volta, implorei, disse que lhe oferecia todos os meus repetidos em troca, mais umas bandas desenhadas da Disney à escolha dela, mas a miúda não cedeu. Nunca me devolveu o cromo. E chegou ao ponto de levá-lo para a escola e rasgá-lo à minha frente. Foi como morrer na praia. Nunca acabei a colecção.

Conclusão: uma mulher lixada da vida pode ser desagradável para nós.

Terça-feira, 7 de Dezembro de 2010

O ant-bófia, ou a solidariedade nas estradas de Portugal

Gosto muito de Portugal e dos portugueses em geral, mas se há coisa que me transtorna é a condução levada a cabo nas nossas estradas. Numa palavra: horripilante. Bem, eu também não posso falar muito, dado que faço parte do clube dos tipos que quando vêem o laranja num semáforo acelera até mais não antes que o vermelho caia, quando é suposto abrandar. E se comer um vermelhinho uma vez por outra, também não seria a primeira vez (nem a última).

No entanto, há uma característica que aprecio sobremaneira nos condutores portugueses. Já tiveram a oportunidade de reparar, decerto, que quando a polícia está na estrada a mandar parar carros para fiscalização (?), há sempre alguém que vem em sentido contrário que nos avisa com um feixe de luz. É esta solidariedade anti-bófia que adoro em Portugal. De facto, apesar de ser suposto confiar nas forças da autoridade, tenho ao invés uma profunda desconfiança nos mesmos. Vá-se lá saber porquê.

E isto tudo porque ainda hoje não fui apanhado numa dessas ridículas operações stop por mera sorte, apesar de ter sido avisado por um bom samaritano que vinha em sentido contrário. Foi exactamente o carro que vinha à minha frente que foi vítima. E ao mesmo tempo, já lá estava uma senhora a fazer o teste do balão, às 11 da manhã. É só de mim ou a bófia é completamente absurda? Teste do balão no centro de Cascais às 11 da matina? Queriam apanhar alguém que tivesse tomado um balãozinho de whisky ao pequeno-almoço?

Poupem-me.

Segunda-feira, 6 de Dezembro de 2010

Da barba

Odeio fazer a barba.

Talvez devido a um Complexo de Édipo mal resolvido, sempre quis usar barba por fazer, à semelhança do meu pai. Meu dito meu feito, pois desde que deixei de ter penugem para dar lugar a uma barba minimamente decente, adoptei esse estilo. Gosto de me ver assim, é como se fosse a minha "imagem de marca", e estranho quando tenho que a fazer.

Em primeiro lugar, sempre que tenho a barba toda feita fico com cara de puto acabadinho de entrar na faculdade. Como ainda estou naquela fase em que quero parecer mais velho (aquela coisa que dá aos putos de 16 anos, com a ligeira diferença que eu tenho mais 10 em cima), faz-me alguma confusão ter a cara lavadinha. Decerto virá o tempo em que quererei parecer mais novo, nomeadamente quando padecer da tão badalada crise da meia idade, mas dada a minha cara de puto, esse tempo ainda virá bem longe.

Em segundo lugar, e dada a minha forte propensão para a descoordenação motora, os riscos de cortes faciais aumentam exponencialmente. Não é raro aparecer no meu local de trabalho como se tivesse acabado de ter um acidente num talho. E sempre prefiro aparecer assim do que com aqueles pensos ridículos para os cortes resultantes de um barbear deficiente.

Finalmente, temos ainda aquela questão do barbear incompleto. Dado que faço a barba, na maior parte das vezes, logo a seguir a acordar, os mecanismos ainda não estão todos a 100%. Uma vez que o sono e a falta de paciência imperam, tem por vezes lugar aquele maravilhoso efeito da barba semi feita, que consiste em deixar certas áreas por barbear, o que em contraste com o resto da cara resulta num efeito no mínimo peculiar.

E é isto. Ser homem é um drama.

Temos que falar

Existe um certo número de frases que um homem, com a experiência, aprendeu a temer, sempre que provenientes do sexo oposto. Frases como "Tu é que sabes...", "Fazes o que quiseres...", ou o mítico e lendário "Achas que estou gorda?" são prenúncio certo e sabido de dores de cabeça. No entanto, existe uma expressão que é a rainha de todas as outras, e que é certeza absoluta de chatice.

Estou a referir-me, como é óbvio, ao tenebroso "Temos que falar". Assim mesmo, seco e conciso.

O "temos que falar" é bastante amplo, pois tanto pode referir-se a uma ninharia proveniente de um devaneio qualquer de quem não tem mais nada para fazer, como pode ser a antecâmara para pôr fim a uma relação. Abrange um vasto catálogo de problemas, portanto. E um gajo muitas vezes nem sabe que fez asneira e é apanhado de surpresa.

Por outro lado, também tem efeitos variados. Tanto pode ser dito assim de repente, tipo um enfarte fulminante, quando um gajo menos espera, e tem logo ali o problema para ser encarado de frente, como pode ser dito num contexto mais a longo prazo, como por exemplo: "Temos que falar. Amanhã quero conversar contigo". Lá está, "amanhã", o que significa que um tipo fica umas longas horas apreensivo e ansioso com o conteúdo da conversa. E desconfio que elas fazem isto de propósito, do género "Meu pulha, agora vais sofrer até amanhã, vais ficar na ignorância sobre o que há para falar". Estou errado?

"Temos que falar". Mais que uma frase, uma arma de terrorismo psicológico.

Sábado, 4 de Dezembro de 2010

O conselho que vos deixo V

Se um dia fores a Barcelona e quiseres visitar o Nou Camp, nunca faças apostas com amigos.

É que andares a correr à volta do estádio com uma camisola do Real Madrid, com o nome do Figo estampado nas costas, pode levar a que andem outras pessoas, por sua vez, a correr atrás de ti para te bater.

E isso não é bom.

O conselho que vos deixo IV

Se fores comer a um restaurante, nunca fiques sentado perto da cozinha, especialmente se for uma churrasqueira ou onde façam muitos fritos.

É que depois ficas com a roupa toda impregnada com cheiro a asinhas de frango, argolinhas de cebola e outros fritos de cheiro desagradável.
Anda um gajo a dar uma pipa de massa por um Chanel para depois andar a cheirar a churrasco.

Sexta-feira, 3 de Dezembro de 2010

Perceber ou não perceber? Os Dr. Phil cá do burgo.

Confesso que uma coisa que sempre me divertiu são aqueles tipos que acham que percebem muito de mulheres, assumindo-se como verdadeiros experts em sede de psicologia feminina, achando que, por essa mesma razão, transbordam charme tal e qual como o Nilo transborda na época das cheias.

Adoro especialmente aqueles que adoptam as teorias linguísticas do "Quando ela diz "não" quer dizer "sim", e vice-versa", e coisas que tais, como se fossem verdades supremas. Bem, eu sempre tomei um "não" como um "não", e um "sim" como um "sim", o que quase sempre me salvou de fazer figuras de urso (QUASE!). E se fosse só este exemplo não estávamos mal. Há por aí verdadeiros artistas se acham muito e fazem questão de exteriorizar essa patologia, nomeadamente em locais públicos, publicando livros, indo à televisão mandar umas postas de pescada, e por aí em diante. E não esquecer os blogs, claro está, que isto agora anda na moda e há que aproveitar o tempo de antena. Uma coisa é tentar perceber as mulheres, outra é achar que se percebe. Tentar perceber a psicologia feminina é uma atitude sensata e louvável, e se tais empirismos forem comunicados à restante comunidade masculina, até se aplaude. Já um tipo assumir-se como o último Dr. Phil à face da Terra, e achar que estala os dedos e vêm cachos de gajas a correr atrás só pela sua bonita prosódia, é uma coisa completamente diferente.

Eu cá admito: não percebo nada de mulheres. E cada vez percebo menos. Mas vou tentando.

Quinta-feira, 2 de Dezembro de 2010

Matança do porco?

Eu, que até sou um tipo tolerante (...), tenho coisas que confesso não conseguir atingir, por mais que tente.

Há uns dias, ao ligar o rádio do carro, dei de caras com uma coisa que não estava a perceber o que era. Aguardei uns segundos e continuei sem perceber porque é que estariam a transmitir em directo uma matança do porco, algures por esse Portugal. Achei estranho, de facto. A páginas tantas, percebi que se tratava de um ser humano, e nesse momento fiquei algo assustado, porque pensei que fosse alguém que estivesse a ser grosseiramente esfaqueado com uma lâmina romba e enferrujada, ou que, por outro lado, tivesse tomado veneno de ratos por puro engano e estivesse a vomitar a alma, ou a arrotar como se não houvesse amanhã.

Até que vislumbrei, por detrás dos gritos de agonia asfixiantes, que existia algo que se parecia com uma bateria e com uma guitarra, em alta rotação. "Ah", pensei eu, nem por isso mais aliviado, "Isto é música".

Confesso que não percebo esse tipo de música, o "Black Metal", ou lá como se chama. Por isso peço a alguém que me explique qual a magia daquilo. Sim, porque eu também gosto de coisas estranhas que mais ninguém gosta, assim mais para o alternativo, e que reconheço que muito provavelmente são compostas por tipos agarrados a LSD, e mesmo assim aprecio aquilo.

Expliquem-me, que eu estou cá para aprender.

Quarta-feira, 1 de Dezembro de 2010

Parabéns!

Faz hoje precisamente 26 anos que veio ao mundo o nosso inefável Jns. Precisamente no Dia Mundial da Sida, o que não pode passar em claro.

Vinte e seis anos de profunda parvoíce, o mítico Jns tem vindo a aperfeiçoá-la, especialmente entre 2002 e 2007, período no qual ele e eu estudámos que nos fartámos na Faculdade de Direito de Lisboa. Uns verdadeiros exemplos para as camadas mais jovens da FDL.

Já não vamos para novos pá, quando dermos por ela já temos uma algália acoplada ao corpo.

Agora mais a sério, que não tenho muito jeito para estas coisas: muitos parabéns, que contes muitos, e que ainda tomemos umas quantas "peças" por cada aniversário que ainda aí venha (e serão muitos, decerto).

Um grande abraço, daqueles que chega aí à Madeira, do teu irmão de armas (e não só).