Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012

Da necessidade imperialista chinesa ou síndrome de picha pequena

Hoje, enquanto almoçava, deram-me conta da existência na República Popular da China de cidades-fantasmas. Estas cidades-fantasmas surgem por imperativos governamentais, que incitam os construtores civis a edificar megapóles, munidas de infra-estruturas gigantescas, na proporção de "quanto maior, melhor". Ele é centros comerciais com 15 andares, recintos para a prática desportiva com o triplo do tamanho da cidade universitária de Lisboa, arranha-céus habitacionais de 110/120 patamares e por adiante.



Ora, considerando que os Chineses são conhecidos por possuirem pequeninos órgãos genitais, a questão que se coloca é: Estas obras magnânimes são ou não sao uma demonstração clara do síndrome de picha pequena?

7 confissões:

Carolina Tavares disse...

Uma bela interpretação psicanalista. Parece que a arquitetura está a denunciar uma questão do poder do falo.

POC disse...

(modo confiança on)

Isso e comprar carros de alta cilindrada.

Por isso é que gosto da Peugeot 306 com 15 anos, até leva a prancha lá dentro.
E da minha scooter.

(modo confiança off)

http://simaoescuta.blogspot.com

Dexter disse...

E qual é o objectivo disso? Querem brincar ao Sim City na vida real?

Cebolinha disse...

O governo chinês constrói efectivamente estas mega cidades destinadas a um número de pessoas que mete respeito a muitas cidades europeias e com condições e desenho urbano e paisagístico de altíssima qualidade para simplesmente deslocar a população de várias cidades inteiras que ficam "no caminho" das grandes obras chineses como a barragem das 3 gargantas (a maior do mundo) ou para deslocar comunidades que se encontram em locais mais isolados e sem estradas por exemplo. A estas pessoas não é dada qualquer oportunidade de escolha, juntam-se comunidades distintas muitas vezes comunidades em conflito. Pessoas que de repente são transferidas de um ambiente semelhante à idade média (nunca viram uma casa com electricidade, nunca viram um ocidental, nunca viveram numa casa mais alta do que 3 pisos).
Sou arquitecta trabalho em Macau, já visitei algumas destas cidades, são imprecionantes pela sua escala, pela migração forçada que vai ocorrer e pela falta de ligação com os ambientes originais das comunidades. Ao pé disto a Aldeia da Luz é apenas comparável com uma família a mudar de casa

kikas disse...

Confirma-se. Estive lá no Verão passado e é mesmo tudo à grande...(ou quase tudo). Outra curiosidade: o síndrome é tão real que, sim, eles vendem cuecas com chumaços!!

Rosa Cueca disse...

É uma obsessão recorrente.
Vá-se lá saber porquê.

José Piçarra disse...

Não fazia a mínima ideia. Está aqui um bom vídeo sobre isso: http://www.youtube.com/watch?v=pbDeS_mXMnM