Os putos hoje em dia têm a vida mais que facilitada, é o que vos digo. Em tudo, incluindo pornografia. É uma verdade universal: todos os putos vêm ou fazem tudo por tudo para ver porno. Só que nos dias que correm, basta abrir uma página da web e pimba, têm lá tudo escarrapachado, com listagens de actrizes, categorias de sexo, tudo e mais alguma coisa à distância de um clique. Os putos já não têm que se esforçar para ver aquilo que toda a gente quer ver, e isso deixa-me triste.
No meu tempo, tínhamos quatro formas de ver pornografia:
1. O tráfico de disquetes, nas quais cabiam cerca de 5 ou 6 imagens em cada uma, imagens essas que nem sequer eram escolhidas por nós. O que resultava em vários problemas: podíamos não achar piada à tipa; as imagens vinham com defeito e só abria metade de uma (normalmente a parte que interessava não aparecia); e o mesmo acto sexual prolongava-se por 10 ou mais disquetes. Um gajo chegava ao fim cansado.
2. As revistas. Havia sempre um puto qualquer que conseguia ter acesso a uma. Claro que a levava para a escola, e claro que logo de seguida andava à volta dele um enxame de putos com as hormonas aos saltos para ver um niquinho que fosse da revista. Claro que ninguém via nada de jeito, dada a confusão e concorrência que aquilo tinha.
3. Ir ao clube de vídeo abrir as cassetes dos filmes porno para ver meia dúzia de imagens do filme. Isto até sermos apanhados pela dona do clube de vídeo e sermos postos fora. O que obrigava a que andássemos a rodar todos os clubes de vídeo num raio de 5 kms para não criar reincidência
4. O gajo que tinha o pai que gravava filmes e deixava as cassetes à mão de semear. Admitam lá: todos conhecemos um tipo destes, que subitamente se tornava num gajo popular que toda a gente queria conhecer.
E ainda dizem que hoje em dia ser puto é complicado. Por favor, tenham dó, não sabem o que é a vida. Até para engatar miúdas (ou tentar e fazer figura de urso, que era mais o meu caso) tínhamos que falar com elas. Não havia telemóveis nem Facebook. Moral da história: estou velho.
No meu tempo, tínhamos quatro formas de ver pornografia:
1. O tráfico de disquetes, nas quais cabiam cerca de 5 ou 6 imagens em cada uma, imagens essas que nem sequer eram escolhidas por nós. O que resultava em vários problemas: podíamos não achar piada à tipa; as imagens vinham com defeito e só abria metade de uma (normalmente a parte que interessava não aparecia); e o mesmo acto sexual prolongava-se por 10 ou mais disquetes. Um gajo chegava ao fim cansado.
2. As revistas. Havia sempre um puto qualquer que conseguia ter acesso a uma. Claro que a levava para a escola, e claro que logo de seguida andava à volta dele um enxame de putos com as hormonas aos saltos para ver um niquinho que fosse da revista. Claro que ninguém via nada de jeito, dada a confusão e concorrência que aquilo tinha.
3. Ir ao clube de vídeo abrir as cassetes dos filmes porno para ver meia dúzia de imagens do filme. Isto até sermos apanhados pela dona do clube de vídeo e sermos postos fora. O que obrigava a que andássemos a rodar todos os clubes de vídeo num raio de 5 kms para não criar reincidência
4. O gajo que tinha o pai que gravava filmes e deixava as cassetes à mão de semear. Admitam lá: todos conhecemos um tipo destes, que subitamente se tornava num gajo popular que toda a gente queria conhecer.
E ainda dizem que hoje em dia ser puto é complicado. Por favor, tenham dó, não sabem o que é a vida. Até para engatar miúdas (ou tentar e fazer figura de urso, que era mais o meu caso) tínhamos que falar com elas. Não havia telemóveis nem Facebook. Moral da história: estou velho.
18 confissões:
Saberes que "têm lá tudo escarrapachado, com listagens de actrizes, categorias de sexo", aposto que foi esclusivamente pesquisa que fizeste para escrever o post. :)
Não estás velho.
Acho que com o "progresso" houve muita regressão, a seu jeito.
A facilidade tira emoção, entusiasmo, aquela sensação de "não tenho coragem".
Agora tudo se faz porque tudo é possível sem ter que olhar nos olhos, esconder a timidez, evitar ficar corado.
Contra mim falo.
Disquetes?? Hahahaha
Isso só permitia mesmo um cheirinho de porno, e com muito má qualidade!
Mas vê o lado bom da coisa, o facto de terem a vida mais dificultada ensinou-vos certas manhas que os putos hoje em dia nunca vão aprender e que de certo lhes vão fazer falta! :p
Quem não foi ver "As cem melhores defesa do mundial 1994", encapotando um filme porno de parca qualidade, em que a protagonista tinha um pequeno jardim na zona púbica...Saudade eterna para esses filmes!
Saudade também de ser amigo do filho duma professora lá da escola.
Ela e o marido tinham VHS's da especialidade no quarto.
Estou totalmente de acordo com o Dexter.
Perdeu-se a magia do porno. Agora o mais perto de nos colocarmos em apuros por causa de meninas bem comportadas é ir ao Técnico à noite e perguntar: "a quanto está a relação oh joiinha?", sem levar uma pedrada no carro.
http://simaoescuta.blogspot.com
@Eva Luna
Vês como sabes? Antes de escrever, há que fazer todo um trabalho de pesquisa.
@Marii
Verdade. E contra mim também falo, que com todas estas facilidades, reconheço que fui perdendo algumas qualidades que tinha antigamente.
@Mushroom
Ah pois é, disquetes! Nunca ouviste dizer que "a necessidade aguça o engenho?". Literalmente.
@Jns
Ou "Programas para Windows", ou ainda "Trabalho de História". A nossa juventude foi um espectáculo.
@POC
Já nada é como antigamente, de facto. E é com base nestes factos que eu tenho ainda mais medo do futuro.
Haviam disquetes? :| wow... e eu tenho mais ou menos a v/idade (26)...DISQUETES?...a sério?!
@MC
Claro. O mais provável é nem teres reparado porque normalmente punhamos outros nomes identificativos do conteúdo, que eram aparentemente banais. Nunca reparaste nos rapazes com caixas de disquetes? Pois, não era Prince of Persia.
Não era? :| pensava que era com o Lemmings...
Eu sou do tempo (soa-me mal...) em que para ver um exemplar magnífico da Tânia ou da Gina, tinha que falar com o Sr. Maia Galvão (dono do quiosque) pela porta das traseiras e com 300 escudos (preço inflacionado) me deliciava com as imagens e a história. Sim tinha história...
" Manuela K. olhando para o voluptuoso volume de Francis W.murmurou...Que belo mastro!"
Digam-me lá que não havia enredo???? :)
a velhice é uma coisa tramada páh xD
Não é preciso ser puto. Há muito menino de barba feita que beneficia desse facilitismo...
Muito bom! Que saudades! E uma das formas já era moderna (a das disquetes) Ehehhehe!
è mesmo...recordar é viver! Tinha muito mais piada :)
Tudo o q é fácil nunca deu pica!
Esse teu 4º ponto já me deu "problemas". Estava em casa de uma das minhas tias, há para aí dez anos atrás, a tomar conta da minha prima, pirralha nos seus 4/5 anos. Ela insistia que queria ver um filme e eu não fazia a mínima ideia de onde parava o raio da cassete -_-" lá me lembrei que tinha visto cassetes num armário na cozinha. Peguei na primeira e espetei com ela no vídeo. Ora...foi o tempo de carregar no play e de carregar logo a seguir no stop! E ainda ouvi um "o que era aquilo?", que na minha mente de adolescente de 13/14 anos era "iuuuuuccc!!! Eu não acredito que era o que eu estou a pensar! Iucc!!".
Dexter, o que vale é que já não se usam cassetes, caso contrário ia dar-te o conselho de esconder isso melhor do que no armário da cozinha...
Conclusão... tudo o que é mais difícil é melhor. Pobre desses meninos de hoje. E tu não imaginas, nem eu (embora tenha uma história para contar que me aconteceu na Patagônia) o que é um homem ver parte da perna de uma mulher, nos tempos dos nossos avós, ou bisavós... que frisson... que delícia!
E nessa altura tinha mais piada que hoje em dia, eheheh.
beijo
As disquetes! Míticas disquetes!
Ora, as minhas chamavam-se "Magic Playstation", um nome que enganava adultos mas não deixaria nenhum adolescente indiferente. Nada de filmes, só imagens paradas, e diria que eram entre 20 e 30 imagens por disquete. A resolução das imagens era baixa, mas os ecrãs dos computadores também tinham uma resolução inferior ao que encontramos hoje em dia, pelo que ficava ela por ela.
Uns anos mais tarde, ainda houve quem me arranjasse um gigantesco repositório de porno (mais uma vez, imagens) em CD, mas o advento da internet de banda larga mudou tudo isso.
Além das revistas, saliento dois jornais: "O Jornal do Sexo" e o "Sexus", em que as imagens conseguiam ser ainda mais rafeiras que as das revistas. De notar que algumas das imagens das disquetes eram retiradas, precisamente, de revistas e jornais, através de um scanner.
Nem se fale da clandestinidade que era espreitar o mítico "Canal 18" às tantas da manhã. Era a única oportunidade que havia de ver algum movimento.
Realmente os tempos mudam.
Ainda no outro dia comprei um jornal que trazia um suplemento de desporto. A páginas tantas do dito suplemento, um mui valeroso par de mamas de uma gaja qualquer de que não fixei o nome. Assim, mesmo à frente do nariz, enquanto bebia o café com leite ao pequeno-almoço. Isto era impensável quando eu era adolescente.
Ah! Mas não se pense que a pornografia disponível na internet facilita assim tanto a vida. O que facilita é o facto de todos os putos terem PC desde que nascem. Eu sou da geração que só teve um computador em casa a meio do secundário, e já foi com sorte. Por isso, ainda sou do tempo em que se ia para os computadores da biblioteca municipal para abrir uns sites XXX. O monte de canalha que se juntava à volta do ecrã tapava o que se via aos olhares mais curiosos, mas ao mesmo tempo chamava a atenção das funcionárias. Ora, como bom computador de biblioteca associado a um bom site porno, aquilo encravava na altura em que era suposto mudarmos para um site decente à aproximação de uma funcionária. Tenho ideia de ser quase sempre eu a salvar o dia, forçando o encerramento do computador mesmo a tempo, evitando a nossa expulsão e garantindo a possibilidade do nosso regresso.
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