Eu sei que muito provavelmente já falei disto por aqui, mas não há nada como mijar de pé.
É um dom, uma vantagem homérica que é concedida aos homens na arte de bem urinar. Faça chuva, faça sol, faça frio ou calor, um gajo abre a braguilha, tira o instrumento do amor cá para fora e vá de verter águas onde quer que seja, a qualquer hora e em qualquer lugar. Não há nada como sentir a Natureza em estado bruto, a brisa salina do mar, ou até a essência da fotossíntese no meio do mato, qual soldado português em plena Guerra Colonial. E quanto menos forem os filtros sociais, mais fácil e vasta se torna esta vantagem.
Falando por mim, já experimentei um vasto leque de locais mictáveis, entre os quais se destacam: Castelo de S. Jorge; Avenida da Liberdade, bem lá no meio; pátio do Bar Novo da Faculdade de Direito de Lisboa numa Festa da Cerveja; ameias do castelo de Palmela, durante a noite; e muitas outras que por mero decoro social não convém estar aqui a descrever.